segunda-feira, 18 de maio de 2009

Poema






Recebi esse poema hoje às 8:36 da manhã, de alguém que preferiu não se identificar.
achei muito lindo, por isso estou postando-o e dividindo-o com meus amigos que passam por aqui.
Espero que o apreciem tanto quanto eu o apreciei.
Agradeço o nobre ser que o deixou aqui em forma de comentário.


O meu anjo é um ser diáfano
O seu rosto lembra a flor do pessegueiro
As suas mãos as aves pela manhã
Os seus passos o salgueiro batido pelo vento
O seu corpo um bambu na mão do eterno músico



O meu anjo é um ser duplo
Onde a madrugada e o anoitecer se misturam
Onde as mãos se enlaçam sem se pertencerem
Onde os lábios se tocam sem se misturarem
Onde os corpos se penetram sem se possuírem
O meu anjo é carnal e metafísico
Carne misturada com vento e poalha de estrelas
Estrela cadente no irromper do fogo
que a retoma ao abismo
E amo-a porque o seu ser impele ao amor
E quero-a porque só vivo para ser imolado
nas mãos d'Ele
E nela eu vejo essa porta transparente e invisível
Que ora se abre ora se oculta
Como Deus e o amor

O meu anjo não é meu
Mas desse que amo acima de todas as coisas
E veio para abrir a porta dos corações
E tanger as cordas

Joanus Frater
Lisboa, 1999

Um comentário:

Alessandra disse...

muito lindo, eu adorei :D